Eu, hoje, me vejo nua, sozinha e fria amarrada com as mãos às costas num quarto escuro.
Eu, que sempre achei um meio pra tudo e em tudo, não vejo nada, me encontro sem jeito e não enxergo caminhos.
Eu, que sempre lutei pelos meus sonhos, hoje só os contemplo e espero, impotente e inerte. Como uma criança que pula e se estica em vão, tentando alcançar algo que está além de suas forças.
Esses sonhos, por sua vez, flutuam ao meu redor lentos e etéreos como bolhas de sabão ou como peças de um móbile sem graça que o destino me preparou. São como instantâneos pregados numa parede branca, alegrando-a por poucos minutos, mas que imediatamente perdem a cor, queimando-se num fragor prateado, fundindo-se numa só coisa alva, infinita e indefinida, me deixando sem ação, sem direção, sem solução, sem intenção.
Me sinto de mãos atadas. Presas às amarras e escolhas da vida.
Não sei quem sou agora, nem quem fui, nem quem serei daqui para frente… e isso me assusta.
Só sei que hoje sou crisálida, ninfa paralisada num casulo verde e viscoso sem saber se vai virar borboleta ou enfim morrer meio lagarta.
Logo eu, que sempre me bastei, me garanti, me satisfiz, me fiz e refiz em mim mesma…
Logo eu, sempre tão fiel a mim e a meus princípios, encontrei você e me achei em ser sua.
Nego ao meu ego e me apego a ti.
Logo eu, que nunca fui frágil, agora me vejo escrava da sorte… e assim enfraqueço.
O que faço agora? Estou de olhos vendados na contramão de uma auto-estrada.
Porque ousei trilhar esse caminho e pago por isso.
Porque escolhi me perder de mim mesma para me achar em ti.
Eu, que sempre achei um meio pra tudo e em tudo, não vejo nada, me encontro sem jeito e não enxergo caminhos.
Eu, que sempre lutei pelos meus sonhos, hoje só os contemplo e espero, impotente e inerte. Como uma criança que pula e se estica em vão, tentando alcançar algo que está além de suas forças.
Esses sonhos, por sua vez, flutuam ao meu redor lentos e etéreos como bolhas de sabão ou como peças de um móbile sem graça que o destino me preparou. São como instantâneos pregados numa parede branca, alegrando-a por poucos minutos, mas que imediatamente perdem a cor, queimando-se num fragor prateado, fundindo-se numa só coisa alva, infinita e indefinida, me deixando sem ação, sem direção, sem solução, sem intenção.
Me sinto de mãos atadas. Presas às amarras e escolhas da vida.
Não sei quem sou agora, nem quem fui, nem quem serei daqui para frente… e isso me assusta.
Só sei que hoje sou crisálida, ninfa paralisada num casulo verde e viscoso sem saber se vai virar borboleta ou enfim morrer meio lagarta.
Logo eu, que sempre me bastei, me garanti, me satisfiz, me fiz e refiz em mim mesma…
Logo eu, sempre tão fiel a mim e a meus princípios, encontrei você e me achei em ser sua.
Nego ao meu ego e me apego a ti.
Logo eu, que nunca fui frágil, agora me vejo escrava da sorte… e assim enfraqueço.
O que faço agora? Estou de olhos vendados na contramão de uma auto-estrada.
Porque ousei trilhar esse caminho e pago por isso.
Porque escolhi me perder de mim mesma para me achar em ti.
Nenhum comentário:
Postar um comentário