Lembrei que ainda tenho esse espaço perdido nesse mar virtual!
E deu vontade de escrever aqui, embora eu não tenha muito assunto por ora.
O dia está bonito lá fora, a vida serena aqui dentro... mas tem alguma coisa que incomoda...
Electric Barbarella
sábado, 21 de janeiro de 2012
domingo, 4 de setembro de 2011
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Once upon a time...
Era uma vez...
Bom, era uma vez uma outra versão de mim. Essa fora bem realista, com ambos os pés no chão. Até bem pouco tempo atrás... Coisa de uns dois anos, mais ou menos. Porém um dia, esta outra versão, foi galgando degraus cada vez mais altos, se afastando cada vez mais do chão. Descobriu então que o chão a causava mais vertigem que o céu. Queria ir mais alto. E foi... Com um par de asas que lhe fora emprestado, rumou longe e alto. Mas, como reza os bons costumes, tudo o que é emprestado tem de ser devolvido (neste caso, foi tomado de volta. De súbito). Cortaram-lhe as asinhas!
De uma queda foi ao chão, caiu de bunda e encontra-se com as duas pernas engessadas!
(But that joke isn't funny anymore...).
Bom, era uma vez uma outra versão de mim. Essa fora bem realista, com ambos os pés no chão. Até bem pouco tempo atrás... Coisa de uns dois anos, mais ou menos. Porém um dia, esta outra versão, foi galgando degraus cada vez mais altos, se afastando cada vez mais do chão. Descobriu então que o chão a causava mais vertigem que o céu. Queria ir mais alto. E foi... Com um par de asas que lhe fora emprestado, rumou longe e alto. Mas, como reza os bons costumes, tudo o que é emprestado tem de ser devolvido (neste caso, foi tomado de volta. De súbito). Cortaram-lhe as asinhas!
De uma queda foi ao chão, caiu de bunda e encontra-se com as duas pernas engessadas!
(But that joke isn't funny anymore...).
domingo, 10 de abril de 2011
Vazio
Eu, hoje, me vejo nua, sozinha e fria amarrada com as mãos às costas num quarto escuro.
Eu, que sempre achei um meio pra tudo e em tudo, não vejo nada, me encontro sem jeito e não enxergo caminhos.
Eu, que sempre lutei pelos meus sonhos, hoje só os contemplo e espero, impotente e inerte. Como uma criança que pula e se estica em vão, tentando alcançar algo que está além de suas forças.
Esses sonhos, por sua vez, flutuam ao meu redor lentos e etéreos como bolhas de sabão ou como peças de um móbile sem graça que o destino me preparou. São como instantâneos pregados numa parede branca, alegrando-a por poucos minutos, mas que imediatamente perdem a cor, queimando-se num fragor prateado, fundindo-se numa só coisa alva, infinita e indefinida, me deixando sem ação, sem direção, sem solução, sem intenção.
Me sinto de mãos atadas. Presas às amarras e escolhas da vida.
Não sei quem sou agora, nem quem fui, nem quem serei daqui para frente… e isso me assusta.
Só sei que hoje sou crisálida, ninfa paralisada num casulo verde e viscoso sem saber se vai virar borboleta ou enfim morrer meio lagarta.
Logo eu, que sempre me bastei, me garanti, me satisfiz, me fiz e refiz em mim mesma…
Logo eu, sempre tão fiel a mim e a meus princípios, encontrei você e me achei em ser sua.
Nego ao meu ego e me apego a ti.
Logo eu, que nunca fui frágil, agora me vejo escrava da sorte… e assim enfraqueço.
O que faço agora? Estou de olhos vendados na contramão de uma auto-estrada.
Porque ousei trilhar esse caminho e pago por isso.
Porque escolhi me perder de mim mesma para me achar em ti.
Eu, que sempre achei um meio pra tudo e em tudo, não vejo nada, me encontro sem jeito e não enxergo caminhos.
Eu, que sempre lutei pelos meus sonhos, hoje só os contemplo e espero, impotente e inerte. Como uma criança que pula e se estica em vão, tentando alcançar algo que está além de suas forças.
Esses sonhos, por sua vez, flutuam ao meu redor lentos e etéreos como bolhas de sabão ou como peças de um móbile sem graça que o destino me preparou. São como instantâneos pregados numa parede branca, alegrando-a por poucos minutos, mas que imediatamente perdem a cor, queimando-se num fragor prateado, fundindo-se numa só coisa alva, infinita e indefinida, me deixando sem ação, sem direção, sem solução, sem intenção.
Me sinto de mãos atadas. Presas às amarras e escolhas da vida.
Não sei quem sou agora, nem quem fui, nem quem serei daqui para frente… e isso me assusta.
Só sei que hoje sou crisálida, ninfa paralisada num casulo verde e viscoso sem saber se vai virar borboleta ou enfim morrer meio lagarta.
Logo eu, que sempre me bastei, me garanti, me satisfiz, me fiz e refiz em mim mesma…
Logo eu, sempre tão fiel a mim e a meus princípios, encontrei você e me achei em ser sua.
Nego ao meu ego e me apego a ti.
Logo eu, que nunca fui frágil, agora me vejo escrava da sorte… e assim enfraqueço.
O que faço agora? Estou de olhos vendados na contramão de uma auto-estrada.
Porque ousei trilhar esse caminho e pago por isso.
Porque escolhi me perder de mim mesma para me achar em ti.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Quem você cultivou?
Às vezes achamos que estamos rodeados de pessoas que nos amam e que amamos.
Porém, com o tempo vemos que as pessoas não são como sempre se apresentaram.
Acabamos nos abrindo, trocando confidencias, chamando de amigo e falando “eu te amo”
para pessoas que em alguns meses se revelarão falsas, indiferentes, diferentes…
Quantas pessoas conhecemos, em diversos lugares, ao longo da nossa vida?
Com quantas conversamos? Com quantas temos afinidade?
Com quantas criamos vínculos? Quantas cultivamos?
Acabamos perdendo contato com pessoas que dizíamos ser nossas melhores amigas, confidentes.
Acabamos brigando com essas mesmas pessoas, descobrindo que elas não são o que pareciam ser.
Nos decepcionamos sem saber na verdade se vale a pena.
Ouvimos pessoas que um dia disseram “você é especial” agora dizerem “estou indiferente a você”.
Nos surpreendemos com coisas que na verdade já devíamos esperar,
afinal nunca podemos dizer que conhecemos alguém por completo.
Ao longo dos anos é que você percebe quais são as pessoas com quem você se identifica,
e não é com palavras ou gestos apenas, é simplesmente porque elas permanecem na sua vida
sem que você perceba que tantos anos passaram e elas ainda estão lá.
Basta agora olharmos ao redor e pensar:
desavenças sempre há; amigos, podemos achar que temos inúmeros, Mas sempre quando mais precisamos são poucos aqueles que estão para nós. Amigo é diferente de conhecido. Conhecido é aquela pessoa com quem você conversa, pode até formar vínculos fortes em algum momento da sua vida, mas em um instante, ela sume. Amigo é aquele que briga, discute, ri,cria ligações infinitas e tem com você os melhores e os piores momentos da sua existência. O nosso único problema é que levamos nossa vida na base de quantos conhecidos temos e não quantos amigos cultivamos.
Então, afinal, de todas essas pessoas que convivo e conheço, quantas cultivarei eternamente?
Essa é a minha reflexão.
Qual é a sua?!
Porém, com o tempo vemos que as pessoas não são como sempre se apresentaram.
Acabamos nos abrindo, trocando confidencias, chamando de amigo e falando “eu te amo”
para pessoas que em alguns meses se revelarão falsas, indiferentes, diferentes…
Quantas pessoas conhecemos, em diversos lugares, ao longo da nossa vida?
Com quantas conversamos? Com quantas temos afinidade?
Com quantas criamos vínculos? Quantas cultivamos?
Acabamos perdendo contato com pessoas que dizíamos ser nossas melhores amigas, confidentes.
Acabamos brigando com essas mesmas pessoas, descobrindo que elas não são o que pareciam ser.
Nos decepcionamos sem saber na verdade se vale a pena.
Ouvimos pessoas que um dia disseram “você é especial” agora dizerem “estou indiferente a você”.
Nos surpreendemos com coisas que na verdade já devíamos esperar,
afinal nunca podemos dizer que conhecemos alguém por completo.
Ao longo dos anos é que você percebe quais são as pessoas com quem você se identifica,
e não é com palavras ou gestos apenas, é simplesmente porque elas permanecem na sua vida
sem que você perceba que tantos anos passaram e elas ainda estão lá.
Basta agora olharmos ao redor e pensar:
desavenças sempre há; amigos, podemos achar que temos inúmeros, Mas sempre quando mais precisamos são poucos aqueles que estão para nós. Amigo é diferente de conhecido. Conhecido é aquela pessoa com quem você conversa, pode até formar vínculos fortes em algum momento da sua vida, mas em um instante, ela sume. Amigo é aquele que briga, discute, ri,cria ligações infinitas e tem com você os melhores e os piores momentos da sua existência. O nosso único problema é que levamos nossa vida na base de quantos conhecidos temos e não quantos amigos cultivamos.
Então, afinal, de todas essas pessoas que convivo e conheço, quantas cultivarei eternamente?
Essa é a minha reflexão.
Qual é a sua?!
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